Você está aqui: Página Inicial Viva a Diferença Diversidade

Professor Ari mostra como nossa população se formou e explica a diversidade

— registrado em: , ,

Turma GloboOlá, Turminha! Hoje, eu vou falar com vocês sobre a diversidade no Brasil. Já repararam que o nosso país tem gente de muitas origens diferentes? É isso que torna a nossa cultura tão rica e diversa. Por isso, devemos respeitar as diferenças e aprender com elas.

Vamos saber mais sobre como se formou a população brasileira?

Índios: eles foram os primeiros habitantes do nosso país. Os índios vieram para cá há muito tempo, cerca de 14 mil anos atrás e viviam da caça e da pesca. A colonização, que começou em 1532,  levou à extinção muitas sociedades indígenas pela ação das armas e doenças trazidas de outros países. Hoje, no Brasil, vivem mais de 800 mil índios, cerca de 0,4% da população brasileira, segundo dados do Censo 2010. Eles estão distribuídos entre 683 terras indígenas e algumas áreas urbanas. Os índios influenciaram nossa língua e também nossa culinária, com pratos como cuscuz e tapioca.

Portugueses: o Brasil foi descoberto pelos portugueses em 1500, mas a colonização só começou em 1532. Naquela época, a maioria das pessoas que vinham para cá eram camponeses que trabalhavam na extração do pau-brasil, na plantação de cana-de-açúcar, em engenhos e em minérios de ouro. Por isso, além da língua, temos muitos costumes portugueses, como comidas, roupas e celebrações religiosas.

Africanos: os negros imigraram de países africanos para o Brasil de maneira forçada. Eles eram raptados e trazidos para cá de navio para servir como escravos em engenhos de açúcar e depois na mineração do ouro. O tráfico negreiro funcionou até 1850, quando foi proibido. Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel assinou a Lei Aúrea e acabou com a escravidão no Brasil. Hoje, os negros são grande parte da população. De acordo com o Censo de 2010, feito pelo IBGE, 7,6% da população brasileira se consideram negros e 43,1%, pardos. Na nossa culinária, é possível notar a influência da Africa em pratos como vatapá e caruru.

Holandeses: chamada por historiadores de “Invasões Holandesas”, a imigração aconteceu no século XVII. Eles invadiram terras do Nordeste do país para produzir açúcar. Mas foram expulsos em 1654 por brasileiros descendentes de portugueses. Alguns deixaram filhos no Brasil.

Italianos: a vinda deles ao Brasil foi intensa entre os anos de 1880 e 1930. Os italianos imigravam para cá em busca de oportunidades de emprego, principalmente na produção do café. De acordo com a embaixada da Itália no Brasil, vivem aqui cerca de 25 milhões de descendentes de imigrantes italianos. Eles estão em sua maior parte nas regiões Sul e Sudeste, quase metade no estado de São Paulo. Podemos notar uma grande influência italiana na nossa alimentação, porque de lá veio o costume de comer pizza, macarrão e, no Natal, panetone.

Espanhóis: eles começaram a vir para o Brasil na década de 1880, atraídos por promessas de emprego. Também vieram no início do século XX para fugir da Guerra Civil Espanhola. A maioria dos espanhóis trabalhava no plantio do café e, depois, na indústria, principalmente, nos grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Alemães: esses imigrantes vieram ao Brasil no período entre 1824 e 1960. Eles se fixaram, principalmente, na Região Sul para trabalhar no campo. A estimativa é de que 5 milhões de brasileiros têm ao menos um antepassado alemão. Em Santa Catarina, a influência alemã é visível, onde ainda são preservadas a arquitetura germânica das casas, a língua e as festas.

Japoneses: eles imigraram para cá no início do século XX, num  acordo entre o governo japonês e o brasileiro. A plantação de café foi o que atraiu também os japoneses. Hoje, o Brasil é o país que abriga a maior população japonesa fora do Japão, com cerca de 1,5 milhão de nikkeis (japoneses e seus descendentes) - cerca de 80% deles moram em São Paulo. Os japoneses tiveram grande influência no nosso país. Eles trouxeram técnicas de agricultura e pesca, além de alimentos que consumimos muito, como caqui, maçã Fuji, mexerica poncã e morango.

Fontes: Funai e IBGE

Ações do documento
Ferramentas Pessoais