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Turminha apoia campanha "Salve o Boto"

 

Já imaginou que bonito ver um grupo de golfinhos saltando das águas?! Infelizmente, esse belo espetáculo pode ficar só na imaginação das pessoas...É que algumas espécies de golfinhos, como o boto-cinza, estão ameaçadas de extinção.
 

 

 

No Rio de Janeiro, a situação é tão grave que, se nada for feito de imediato, em dez anos o boto-cinza pode desaparecer de um de seus principais habitats, a Baía de Sepetiba. Ao saber disso, a Malu ficou assustada: “quer dizer que meus filhos podem não conhecer o boto-cinza?!”

A preocupação faz sentido. E é por isso que os amigos da Turminha ficaram entusiasmados com a campanha “Salve o Boto – Não deixe o boto virar cinzas”, lançada dia 18 de setembro pelo MPF. Nesse dia, foi realizada uma ação em Angra dos Reis (RJ) para a retirada do lixo no mar, uma das formas de morte do pequeno golfinho.

Além da poluição, o aumento excessivo dos grandes empreendimentos na Baía de Sepetiba e a pesca irregular alteram o habitat do boto-cinza elevando muito sua mortalidade.
 

E como as pessoas podem participar da campanha? A ideia é que os adultos se mobilizem e cobrem das autoridades garantias de proteção à espécie. Já as crianças podem ajudar ao espalhar a mensagem  “Salve o Boto” para dar visibilidade ao tema.
 

Preocupado com a situação, Munani fez questão de conhecer todos os detalhes da iniciativa e agora quer contar aos amigos os principais problemas enfrentados pelos botos-cinza.

Na campanha, o boto-cinza é representado pelo mascote Acerola, nome escolhido em homenagem a um boto-cinza de verdade que foi encontrado morto em junho de 2016 na Baía de Guanabara.

Captura Incidental
O Acerola gosta muito de surfar e nadar com a família pelas águas da baía.  Um dia, quando nadava tranquilamente com seus irmãos, ficou enroscado em uma rede de emalhe (tipo de rede de pesca) e, na tentativa de escapar, quase se afogou... Conseguiu se soltar, mas ficou com uma marca no nariz. Nos últimos anos, dezenas de botos-cinza ficam presos nessas redes, mas não têm a mesma sorte que o Acerola.

Interação com a pesca
Outra marca do Acerola é um anzol preso na barbatana. Não é um acessório. Foi o resultado da interação do boto com a atividade pesqueira. Como a pesca industrial irregular leva todo o alimento da espécie, ele passa a disputar "espaço" com a atividade pesqueira artesanal.

Pesca predatória
Diferente de outros cetáceos, a espécie do Acerola não tem o hábito de migrar, ou seja, a  Baía é a casa deles o ano todo. O problema é que está difícil achar o que comer por lá. As sardinhas, um dos peixes preferidos dos botos-cinza, têm sumido das águas da Baía de Sepetiba porque grandes barcos passam e arrastam todos os peixes. Assim, por falta do alimento básico, os botos-cinza ficam cada vez mais magros e desnutridos.

Poluição
Além de lindo, bom nadador, excelente pescador e de auxiliar no equilíbrio da cadeia alimentar da Baía de Sepetiba, o Acerola atua como um sentinela da poluição. Isso quer dizer que os poluentes afetam seu sistema biológico  e comprometem a imunidade e o sistema reprodutivo. Com isso, a espécie sofre muitos problemas de pele, de ossos, além de infecções.


Curiosidades
A gestação do boto-cinza dura quase um ano! Ele já nasce com cerca de 1 metro de comprimento e pode viver de 30 a 35 anos. Somando o tempo de gestação com o da amamentação, a mãe demora entre dois anos e meio a três para ter outro filhote. Esse grande intervalo é mais uma dificuldade para a preservação da espécie.

Depois de conhecer a história do Acerola, a Turminha convida você a saber mais sobre a campanha “Salve o Boto”. Acesse www.salveoboto.mpf.mp.br.

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