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Munani conversa com samaúma no Dia da Amazônia

Olá, Turminha. Quero partilhar com vocês uma data muito importante:  o Dia da Amazônia. É comemorado em 5 de setembro porque foi nesse dia, no ano de 1850, que D. Pedro I criou a província do Amazonas. 
 
A data é um bom motivo para discutir os problemas atuais da Amazônia e conscientizar as pessoas sobre a importância da maior floresta tropical do mundo. Vale lembrar que a Amazônia vem sofrendo com o desmatamento de suas árvores, que são usadas para o contrabando de madeiras. A caça e a pesca predatórias também tem causado prejuízos à floresta, com a extinção de várias espécies de animais. 
E como vocês devem saber, eu amo passear pela mata e ouvir o canto dos pássaros. Para comemorar o Dia da Amazônia, eu resolvi fazer uma visita à mãe da floresta. Sabem quem é?  Ela é mais conhecida como samaúma, uma árvore imensa, nativa da América do Sul e da África, que pode chegar até setenta metros de altura! Que tal saber mais sobre ela? Eu fiz várias perguntas para a samaúma, só pra contar pra vocês:
 
 
Munani: Samaúma, como está chegando o Dia da Amazônia, eu resolvi contar para a Turminha  um pouco mais sobre você, que é tão importante para a floresta. Por isso, vou precisar fazer algumas perguntas. Posso?!
 
Samaúma: Claro, Munani! O que você quer saber?
 
Munani: Podemos começar pelo seu nome, o que significa?
 
Samaúma: Então, meu nome significa grande árvore bombácea. O nome é estranho mas quer dizer que tenho o tronco grosso. Mas também sou conhecida por outros nomes, como samaumeira, árvore da vida, escada do céu, telefone de índio e barriguda.
 
Munani: Poxa, quantos nomes! Por que telefone de índio?
 
Samaúma: Vou explicar: a água que é captada pelas minhas raízes fica no interior do tronco e muda de lugar para a copa e para as raízes de volta, mas fica lá parada. O movimento das águas produz ruídos, que os caboclos chamam de “estrondos” e podem ser ouvidos pela floresta. Dessa forma os moradores da floresta batem com pancadas ritmadas no meu tronco e produzem “ribombos”, como se fossem códigos e assim se comunicam. Ahh, e quando há o estrondo, a água é liberada do caule para o solo e rega as plantas que estão ao meu alcance durante a estiagem, já que as minhas raízes cobrem um raio de mais de trezentos metros. 
 
Munani: Que legal! E por que barriguda? 
 
Samaúma: Porque eu tenho o tronco bem grande e cheio, dependendo da forma, parece uma barriguinha, hahaha..
 
Munani: Andei pesquisando e vi que samaúma também é o nome de cinco ilhas fluviais: no Tocantins, no Tapajós, no Uaupés, a do Cuminá e a do Curuá. Você é bem importante, hein?!
 
Samaúma: Isso mesmo, Munani. Meu nome também foi dado a dois lagos. Um à margem do Rio Amazonas e outro do Rio Mamuru, em Parintins/AM. Além dos lagos, duas cachoeiras são conhecidas como Samaúma. Uma fica no Rio Tiquié (Alto Rio Negro/AM) e outra, no Rio Catrimani (Caracaraí/RR).
 
Munani: E é verdade que você é uma das maiores árvores da floresta?
 
Samaúma: Sim, é verdade. Normalmente, me destaco no meio das minhas outras companheiras, como as castanheiras, porque a minha copa ocupa uma enorme extensão, graças aos meus ramos horizontais, que são longos e abundantes.
 
Munani: Que bacana! E esse algodão que nasce em você, para que serve?
 
Samaúma: Hahahaha, não é bem algodão, Munani. É uma espécie de fibra, sedosa e macia, que é leve, mas também espessa e serve para envolver as sementes. Quando o vento vem arrasta essas fibras para longe, espalhando e semeando cada uma. Assim tenho a reprodução da minha espécie. Mas os homens também a utilizam para encher colchões, almofadas, coletes salva-vidas, isolante térmico e acústico para câmaras frigoríficas e aviões.
 
Munani: Poxa, então quer dizer que eu posso estar dormindo em cima de “um pedacinho seu”?! Que legal! Isso quer dizer que o homem pode aproveitar dos seus benefícios para a humanidade sem destruí-la! Obrigada pela conversa, Samaúma! Até a próxima!
 
Então, pessoal, vocês perceberam quantas coisas aprendemos a respeito de uma única árvore?! Que tal, agora, a gente pesquisar outras espécies vegetais da região ou os animais típicos da floresta? 
 
 

 

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