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Índios que vivem nas fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina são tema de Ñande Guarani

O documentário “Ñande Guarani" (Nós, os Guarani) trata da integração de políticas públicas entre Brasil, Paraguai e Argentina para a população guarani que vive nos três países.

Mostra a luta milenar daquele povo pelo reconhecimento e demarcação de suas terras e das dificuldades que encontram para  manter sua identidade cultural, em razão de barreiras burocráticas que os impedem de circular livremente entre um país e outro, como é sua tradição.

Com 76 minutos de duração, o filme participou da mostra competitiva de longa-metragens (35 mm) na 41ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, em 2008, quando recebeu o prêmio de melhor som.

Foi realizado por André Luís da Cunha, a pedido do Ministério Público Federal, com a intenção de mostrar os sérios problemas de acesso às políticas públicas e direitos de cidadania constatados nas comunidades avá-guarani que vivem na região de Foz do Iguaçu, próxima à fronteira do Brasil, Paraguai e Argentina.

Como o foco são as comunidades transfronteiriças, o documentário enfatizou situações nas regiões de fronteira dos guarani kaiowá, no Mato Grosso do Sul (municípios de Dourados, Amambai e Japorã) e dos avá-guarani, no Paraná (região de Foz do Iguaçu e Guaíra).

As filmagens aconteceram em aldeias e acampamentos tanto do lado brasileiro quanto paraguaio e argentino, assim como em cidades das regiões nos três países.

Foram entrevistados especialistas, como antropólogos e historiadores, para mostrar as origens dos guarani, assim como a participação que tiveram na formação das nações do Mercosul.

O filme ainda aborda situações da vida atual, como as questões de identidade étnica e nacional, as noções que possuem de fronteiras e os entraves que elas representam para a reprodução social, já que são um grupo supranacional que não se define por uma nacionalidade.

Em vistoria realizada em 2006, os procuradores perceberam que, apesar da ligação de parentesco existente entre as comunidades guarani dos três países, não há integração de políticas públicas voltadas a esse povo.

Outros problemas encontrados foram a falta de documentos de identidade, o não reconhecimento de suas terras tradicionais, de sua etnia e cultura milenar.

 

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