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Professor Ari explica algumas atribuições do MPF

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Combate ao narcotráfico e proteção aos índios

Algumas crianças escrevem para a Turminha perguntando para que serve o Ministério Público Federal. São tantas as atribuições do MPF que ficaria cansativo fazer uma lista de todas elas, mas hoje vamos dar exemplos de duas delas: combater o tráfico de drogas e defender as populações indígenas.

Nós sabemos o quanto as drogas prejudicam a vida dos jovens que se tornam dependentes químicos, e quanto sofrimento trazem para eles e seus familiares. Por isso o Ministério Público e a polícia  estão sempre investigando o tráfico (comércio) de drogas para  descobrir quem são os seus chefes e prendê-los.

No mês passado eles tiveram uma grande vitória nesse sentido. O MPF denunciou oito narcotraficantes internacionais (três colombianos, dois brasileiros e três irmãos italianos), que foram presos acusados de levar drogas da  América do Sul, principalmente da Colômbia, para a Europa e o Brasil. A prisão  foi possível porque a  polícia francesa avisou a Polícia Federal brasileira sobre a existência da quadrilha, depois de ter prendido alguns dos seus integrantes naquele país.

Não é apenas a vida dos jovens das cidades que é prejudicada pelo consumo de drogas. O narcotráfico também já chegou em muitas aldeias indígenas, onde têm desestruturado várias família. O delegado da Polícia Federal  Antônio Carlos Sanches afirmou que o tráfico de drogas acabou provocando muitos outros crimes entre os índios: violência doméstica, furtos e roubos.

Guarani-Kaiowá - Reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, mostrou que a violência nas aldeias guarani-kaiowá, no Mato Grosso do Sul, chega a ser maior do que em países que vivem em constante conflito armado, e que na maioria das vezes ela está associada ao uso de drogas .

Segundo o Ministério Público Federal, a taxa de homicídios (assassinatos) entre os guarani-kaiowá, que vivem na região de Dourados,  perto da fronteira com o Paraguai, é de cem para cada 100 mil habitantes, quatro vezes maior que a média nacional. “Um índice superior ao do próprio Iraque. Você tem uma população submetida a um índice de violência extremo”, diz o procurador da República Marco Antônio Delfino de Almeida.

Em 1920 os índios guarani-kaiowá foram retirados de suas terras e levados para uma reserva indígena que fica muito próxima da cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. A área é pequena e falta espaço para os índios plantarem. A reportagem do Fantástico mostrou que a fome e a pobreza tem levado índias adolescentes a se prostituírem e que um pai chegou a vender a própria filha por R$ 2.000,00 e uma antena parabólica.

No município de Ponta Porã, as adolescentes indígenas são as principais vítimas da desestruturação familiar nas aldeias. Na fronteira entre Brasil e Paraguai, no município de Pedro Juan Caballero, do lado brasileiro, há vários pontos de prostituição de adolescentes, inclusive indígenas.

Além de combater o tráfico de drogas, o MPF também trabalha para proteger as populações indígenas, e para que o Estado brasileiro garanta a elas a posse de suas terras tradicionais, onde seus antepassados sempre viveram, pois sabe que sem a posse da terra os povos indígenas não têm como sobreviver e preservar sua identidade cultural. Sem espaço para plantar ou caçar, eles buscam ajuda nas cidades, onde ficam sujeitos ao uso de álcool e drogas.

Veja aqui o documentário Ñande Guarani (nós os Guarani), feito a pedido do MPF, sobre esses índios que vivem nas fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina.

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