Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

Você está aqui: Página Inicial Notícias Oficina com educadores debate proteção a direitos da criança na internet

Oficina com educadores debate proteção a direitos da criança na internet

Ministérios Públicos Federal e Estadual e ONGs SaferNet e Childhood unem-se para alertar sobre riscos na web

Como evitar que crianças e jovens sejam vítimas de crimes cada vez mais facilitados pela internet? No Dia Nacional do Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em 18 de maio, a Procuradoria da República no Rio de Janeiro (PR/RJ) hospeda uma ampla oficina para professores sobre os riscos na internet. A oficina "Promovendo o uso responsável e seguro da internet" é uma parceria dos Ministérios Públicos Federal e Estadual do Rio de Janeiro e das ONGs SaferNet Brasil e Childhood Brasil. A iniciativa, dirigida a mais de cem educadores das redes pública e particular de ensino, já ocorreu em cidades como São Paulo, Curitiba, Belém, Cuiabá e João Pessoa.

Os principais riscos incluem o aliciamento online, a difusão de imagens pornográficas de crianças ou jovens (muitas geradas pelas próprias vítimas) e o cyberbullying. “É preciso que educadores e alunos conheçam os riscos e saibam se prevenir”, diz a procuradora da República Neide Cardoso de Oliveira, do Grupo de Combate aos Crimes de Divulgação de Pornografia Infanto Juvenil e Racismo pela Internet.

Membros do Ministério Público e a equipe da SaferNet debaterão com os educadores temas como a segurança da internet (situações de risco e medidas de proteção) e o uso de seu conteúdo em aula. Apoiada pelas Secretarias de Educação do Estado e do Município do Rio de Janeiro, a oficina baseia-se numa pesquisa sobre riscos e hábitos online feita pela SaferNet Brasil, com 514 estudantes fluminenses de 10 a 17 anos:

• suas atividades preferidas são acessar sites de relacionamento (74,12%) e os jogos (51,56%);
• 48% têm mais de 30 amigos virtuais (conhecidos via internet) e 35% já tiveram namorado virtual;
• cerca de 16,5% admitem já ter publicado fotos suas íntimas na Internet;
• 21,83% sabem de amigos que se encontraram com amigo virtual sem autorização dos pais;
• o vírus é citado como maior risco da rede, em detrimento de riscos mais graves como ser vítima de ciberbullying ou de um adulto mal intencionado;
• compartilham pela internet dados pessoais como nome (56%), fotos (42%) e aniversário (30%);
• 32% nunca são acompanhados pelos pais quando estão online (diante de um perigo ou agressão na rede, 20,52% recorrem aos pais e 56,18% tomam uma medida sozinhos);
• menos da metade deles (45,72%) diz sempre obedecer às regras dos pais para o uso da internet.

A pesquisa da SaferNet revela ainda que o acesso à internet começa muito cedo (63,69% entre 10 e 13 anos e 26% entre 5 e 9 anos) e sem a orientação de pais e mestres (27,78% aprenderam sozinhos e 21,23% com amigos). Um em cada três alunos usa a internet mais de três horas diárias – e os pais não fixam tempo limite segundo 47% deles. Quase 30% nunca buscaram se aprofundar em segurança na internet e boa parte dos alunos deseja aprender isso na escola ou com os pais – mesmo que os adultos não sejam experts em internet.

Fonte: Ascom PR/RJ

 

Ações do documento
Ferramentas Pessoais