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Vó Zita conta lendas do folclore brasileiro

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No último sábado a vó Zita levou a turminha para a fazenda e quando anoiteceu todos se reuniram em volta da fogueira para ouvi-la contar as lendas do folclore brasileiro que aprendeu quando era criança.

 

A lua estava tão bonita no céu que todos ficaram admirados e não conseguiam tirar os olhos dela.

 

A lua aqui na fazenda é tão bonita... parece que brilha mais do que na cidade...

 

É porque aqui não tem as luzes das casas, dos postes e do farol dos carros.

 

É isso mesmo, sem as luzes da cidade a noite na fazenda é mais escura e parece que a lua brilha mais.

 

Vendo a admiração das crianças com a beleza da lua, vó Zita resolveu contar-lhes a lenda da vitória Régia.

 

"Era uma vez uma linda índia chamada Naia, que morava em uma aldeia tupi-guarani, às margens do rio Amazonas. Todas as noites ela passava horas admirando a beleza da lua.

Na tribo todos acreditavam que a lua era, na verdade, um deus, e que quando ele se apaixonava por uma índia ele a levava para viver com ele no céu, transformando-a em uma estrela.

Naia gostava tanto da lua que um dia, vendo o reflexo dela no rio, pensou que fosse o deus que tivesse vindo buscá-la. Mergulhou no rio para tocá-la e nunca mais voltou.

O deus ficou comovido com o sacrifício de Naia e resolveu transformá-la em uma estrela das águas.

Foi assim que ela se tornou a bela vitória régia, uma grande planta que vive nos rios da Amazônia. Ao entardecer ela abre suas pétalas perfumadas e fica linda, toda banhada pelos raios prateados da lua. Quando o sol surge no horizonte, ela se fecha novamente."

 

Nossos amigos ficaram tão emocionados com a lenda da vitória régia que pediram à vó Zita que contasse outras. Ela então contou estórias de outros dois personagens do nosso folclore que vivem nas águas da Amazônia. Vamos ver se você consegue identificá-los?

 

1 - Ela era uma índia guerreira, muito amada e elogiada pelo pai. Seus irmãos, com ciúmes, resolveram matá-la. Mas, depois de ouvir os planos que eles faziam para assassiná-la, ela decidiu matá-los e depois fugiu para a floresta. Seu pai, furioso, a encontrou e jogou-a no rio Solimões (afluente do rio Amazonas).

Alguns peixes salvaram a vida dela e a transformaram em uma linda sereia, com corpo de mulher da cintura para cima e de peixe da cintura para baixo. Com seu belo canto, ela costuma atrair os homens para o fundo do rio, de onde eles raramente conseguem voltar. Aqueles que voltam precisam da ajuda de um pajé (curandeiro indígena) para curar-se do feitiço da sereia.

 

2 - Ele é um grande peixe, parecido com um golfinho, e vive nos rios da Amazônia. Diz a lenda que ele se transforma em um rapaz alto, forte e bonito e vai a festas das cidades ribeirinhas muito bem vestido, usando chapéu para esconder um orifício que tem na cabeça. Costuma conquistar moças bonitas e desacompanhadas que encontra nos bailes e, depois de dançar e beber, sai com elas para namorar.

Antes do dia amanhecer volta para o rio e torna-se peixe novamente. Em geral engravida as moças com quem namora e depois as abandona. Por isso, na Amazônia, quando uma moça solteira aparece grávida e não se sabe quem é o pai, diz-se que a criança é filha dele.

 

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