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O Munani está aprendendo a ler em português e em nheengatu

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Vejam só a satisfação do Munani. Ele está aprendendo a ler e escrever. Na escola da cidade, está sendo alfabetizado em português, mas sempre que vai para a aldeia estuda também o nheengatu com a professora da escola indígena.

O nheengatu significa língua boa, e é conhecido como a "língua geral amazônica". Ele teve origem  na língua tupinambá, que pertence ao tronco linguístico tupi e era falada em grande parte da costa brasileira.

Nos séculos XVII e XVIII o nheengatu era falado no Maranhão e no Pará e, aos poucos, passou a ser cada vez mais usado, inclusive pelos padres jesuítas e colonizadores portugueses, que o ensinaram para os índios que viviam ao longo do vale do rio Amazonas e seus afluentes. Em seguida a língua geral amazônica subiu o rio Negro e chegou à Amazônia venezuelana e à colombiana.

Como toda língua, o nheengatu sofreu transformações com o tempo, mas ainda é falado hoje, principalmente na região do rio Negro, onde é a língua da população ribeirinha e o meio de comunicação entre índios e não-índios, ou entre índios falantes de línguas diferentes.

Ele é falado, por exemplo, pela etnia Baré, e pelos habitantes de São Gabriel da Cachoeira, que fica no noroeste da Amazônia. Ali é  considerado língua co-oficial do município e todos os documentos públicos devem ter também a versão em nheengatu.

O nome Munani em nheengatu significa mistura. Em algumas aldeias eles dão o nome Munani para o mingau ("mistura" de farinha e água). Assim como Munani, muitos meninos índios aprendem o português e sua língua indígena materna.

 

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