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Escravidão no Brasil

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Imaginem se sua mãe e seu pai trabalhassem o mês inteiro e no final não recebessem nada.

Imaginem que eles, além de não receberem nenhum centavo pelo trabalho que faziam, ainda fossem constantemente castigados com chicotadas e outros tipos de tortura.

Imaginem ainda se, no lugar de terem um crachá de identificação, eles tivessem o corpo marcado com ferro em brasa pelo patrão.

E se, no lugar de casas com camas quentes e limpas, eles tivessem que dormir em verdadeiros chiqueiros e comer como se fossem animais.

Pois assim foram tratados os homens e mulheres que por mais de 350 anos produziram quase toda a riqueza do Brasil. Nesse período, trabalhar era considerado "coisa de negro".

E o pior é que os africanos nem queriam vir para o Brasil. Vieram à força, amontoados em navios, chamados navios negreiros ou tumbeiros. Esse termo vem da palavra tumba, que significa caixão.

Isso porque boa parte das pessoas nem chegavam ao Brasil. Morriam dentro do navio devido às condições desumanas e cruéis a que eram submetidas.

Quando chegavam ao Brasil, principalmente nas cidades de Salvador, Rio de Janeiro, São Luiz e Santos, eram expostos em praça pública, numa feira, como mercadoria.  Quem tinha mais dinheiro comprava mais escravos.

Os escravos trabalhavam nas mais diversas áreas, como agricultura e mineração. Geralmente as mulheres trabalhavam nas atividades domésticas. Havia também os escravos de aluguel.
 
No Brasil, os negros também eram proibidos de seguir a sua religião de origem. Não podiam fazer cultos e nenhum tipo de ritual. Se quisessem ter religião, teria que ser a católica. Foi assim que surgiu a Umbanda. Do sincretismo religioso. Da mistura das religiões africanas com a católica.

 

 

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