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Quem doa sangue salva muitas vidas

Em 1964 um decreto do ex-presidente da República Castelo Branco estabeleceu o 25 de novembro como Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue. Nesta data os hemocentros (centros que coletam, preparam e ministram sangue e derivados) realizam campanhas para conscientizar a população sobre a importância da doação para salvar a vida de milhões de pessoas.

Apenas adultos com idade entre 18 e 60 anos e peso acima de 50 kg podem doar sangue.  Também não pode doar quem tenha doença de Chagas, Sífilis ou Hepatite. A doação é voluntária, pois a lei proíbe sua remuneração. Para doar sangue não é necessário estar em jejum, mas deve-se evitar comer alimentos gordurosos.

Um adulto tem, em média, 5 litros de sangue e, normalmente, doa cerca de 420 ml. Em uma doação é retirado do doador de 300 e 500 ml de sangue. O intervalo entre as doações é de três meses para as mulheres e dois meses para os homens. Duas semanas após a doação o doador recebe os resultados dos testes realizados em seu sangue, que têm por finalidade detectar as seguintes doenças: Sífilis, Chagas, HTLV I/II, Hepatite B, Hepatite C e AIDS, além da tipagem ABO e RH.

Todo sangue doado tem seus componentes separados e é enviado aos hospitais para atender os casos de emergência e de pacientes internados que necessitam de transfusão porque foram vítimas de graves acidentes, vão se submeter a cirurgias delicadas ou estão com alguma deficiência momentânea no organismo.

                
 
O concentrado de hemácias, por exemplo, combate as anemias severas, o concentrado de plaquetas é utilizado em doenças onde a quantidade normal de plaquetas é baixa e provoca hemorragia, e o Crioprecipitado  serve para tratar hemofílicos, pacientes cujo sangue tem dificuldade de coagulação. Os concentrados de hemácias e de plaquetas são 100% aplicados nas transfusões, mas apenas 30% do plasma têm essa destinação. O excedente é enviado para a indústria, a fim de ser transformado em medicamento. Milhares de pessoas precisam dos remédios produzidos a partir do plasma, um dos componentes do sangue que é usado também em grandes queimaduras e nas perdas excessivas de sangue.

Os derivados do sangue são fundamentais para a sobrevivência de pessoas com hemofilia,  portadoras de imunodeficiências e enfermidades que exigem administração de albumina ou imunoglobulina. A albumina é utilizada no tratamento de queimados, pacientes em terapia intensiva,  com cirrose, entre outros. A imunoglobulina é o hemoderivado de maior consumo no mundo. Ela é usada para o tratamento de pessoas com AIDS e outras deficiências imunológicas, doenças autoimunes e infecciosas.

Fonte: Ministério da Saúde

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