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Turminha celebra Dia Internacional da Educação e Dia do Estudante

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Agosto é um mês especial para alunos, professores e todos os envolvidos na área de educação. Logo no começo, dia 7, é comemorado o Dia Internacional da Educação. A data é uma homenagem ao documento assinado em um fórum mundial realizado em 2000, onde 180 países se comprometeram a melhorar a educação e fazer com que ela chegue a todas as pessoas do planeta até o ano de 2015.

Em seguida, vem o Dia do Estudante, 11 de agosto. Foi nesse dia, em 1827, que Dom Pedro I instituiu os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do Brasil. Nas comemorações do centenário de criação desses cursos, um dos participantes do evento Celso Gand Ley sugeriu que o dia 11 fosse escolhido para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.

Aproveitando essas datas, a Turminha do MPF resolveu falar sobre alguns temas muito importantes para o desenvolvimento da educação no Brasíl como evasão escolar e piso salarial dos professores. Antes de tudo, é sempre bom lembrar que a educação é um direito fundamental de todos os brasileiros e um dever do Estado. É o que está escrito na Constituição (a Lei Maior do nosso país). Além disso, a educação abre portas para outros direitos, como saúde, trabalho e lazer.

Evasão escolar
- Erradicar o analfabetismo é uma meta que o Brasil ainda não alcançou, mas, nas últimas décadas, houve redução do número de analfabetos e elevação do nível de instrução da população. De acordo com o Relatório de Desenvolvimento 2012 do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no Brasil abandona a escola antes de completar a última série. O Brasil tem a terceira maior taxa de abandono escolar, de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que analisou os 100 países com maior IDH. Só fica atrás da Bósnia Herzegovina e das Ilhas de São Cristovam e Névis, no Caribe.

Os motivos mais frequentes para evasão dos alunos no Brasil da 1ª a 4ª séries/ 1º ao 9º ano são: escola distante de casa, falta de transporte escolar, não ter adulto que leve a criança até a escola, falta de interesse, doenças e outras dificuldades. Quando as crianças vão ficando maiores, os motivos passam a ser outros: ajudar os pais em casa ou no trabalho, necessidade de trabalhar, falta de interesse e proibição dos pais de ir à escola. É importante lembrar que, segundo a legislação brasileira, o ensino fundamental é obrigatório para as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos.

Piso salarial - Outros problemas afetam a educação brasileira como a falta de equipamentos para as escolas, de segurança, de transporte escolar de qualidade, sem falar na baixa remuneração dos professores. Atualmente, o piso salarial tem reajuste de acordo com a variação integral do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) nos dois anos anteriores. Em 2013, o aumento fixado é de 7,97%, o que aumentou o salário de um professor com jornada de 40 horas semanais para R$ 1.567,00. No ano passado, o reajuste foi de 22%.

ProInfância - O Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância), que faz parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), foi criado em 2011 para ampliar e melhorar as instalações das creches e pré-escolas, incluindo a compra de equipamentos, móveis e reformas. O objetivo é universalizar, até 2016, o atendimento a crianças de quatro a cinco anos e aumentar a oferta de educação infantil para atender crianças de até três anos.


Curiosidades

  • O primeiro professor do Brasil foi o padre jesuíta espanhol José de Anchieta. Em maio de 1553 foi enviado para o Brasil, onde ensinou latim no Colégio de Piratininga. Trabalhou também na catequização de índios e evangelização durante a segunda metade do século XVI. Escreveu a "Arte da Gramática da Língua Mais Falada na Costa do Brasil", publicada em Coimbra em 1595. Foi também teatrólogo, historiador e poeta.
  • Em 1549 surgiu a primeira escola do Brasil, em Salvador, fundada por um grupo de jesuítas. Este mesmo grupo fundou também a segunda escola brasileira, em 1554, em São Paulo. Na cartilha do professor constava ensinar a ler, escrever, fazer cálculos de matemática e aprender a doutrina católica.
  • O Dia do Professor, comemorado em 15 de outubro, surgiu no ano de 1872, quando D. Pedro I decretou que toda vila, cidade ou lugarejo do Brasil criasse as primeiras escolas primárias do país.
  • As aulas tinham uma metodologia diferente. Os meninos aprendiam a ler, a escrever, as quatro operações matemáticas e noções de geometria. Já as meninas tinham as mesmas disciplinas, mas no lugar de geometria estudavam tarefas domésticas, como cozinhar, bordar e costurar.
     

Fontes:

Ministério da Educação

Mudança no piso nacional dos professores em 2013

InfoEscola

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