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Conselho Nacional de Justiça lança cartilha de combate ao bullying

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou cartilha com orientações para pais e professores sobre  a prevenção do bullying nas escolas. Escrita pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, autora do livro “Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas”, a cartilha foi apresentada durante o seminário Projeto Justiça nas Escola, que aconteceu na Escola de Magistratura Federal (ESMAF), em Brasília, no dia 20 de outubro.

Bullying é um termo de origem inglesa, ainda sem tradução no Brasil, utilizado para qualificar comportamentos agressivos de crianças e adolescentes nas escolas. A autora explica que “a violência (física ou não) ocorre de forma intencional e repetitiva contra um ou mais alunos que se encontram impossibilitados de fazer frente às agressões sofridas. Tais comportamentos não apresentam motivações específicas ou justificáveis. Em última instância, significa dizer que, de forma 'natural', os mais fortes utilizam os mais frágeis como meros objetos de diversão, prazer e poder, com o intuito de maltratar, intimidar, humilhar e amedrontar suas vítimas”.

A cartilha mostra as formas de bullying, o critério adotado pelos agressores para escolher a vítima e as principais razões que levam esses jovens a agredir. São abordados também os problemas que as vítimas de bullying podem enfrentar na escola e ao longo da vida, e como pais e professores podem perceber quando uma criança ou adolescente está sofrendo bullying e a maneira de ajudá-lo a superar o sofrimento.

Ana Beatriz diz que as vítimas raramente pedem ajuda às autoridades escolares ou aos pais, pois acreditam que assim evitarão retaliações dos agressores e também porque “pensam que ao sofrerem sozinhas e caladas pouparão seus pais da decepção de ter um filho frágil, covarde e não popular na escola”.

A médica afirma que “a escola é corresponsável nos casos de bullying, pois é lá onde os comportamentos agressivos e transgressores se evidenciam ou se agravam na maioria das vezes. A direção da escola (como autoridade máxima da instituição) deve acionar os pais, os Conselhos Tutelares, os órgãos de proteção à criança e ao adolescente etc. Caso não o faça poderá ser responsabilizada por omissão”.

Ela acrescenta que nas situações que envolvam atos ilícitos a escola também tem o dever de fazer a ocorrência policial, para que os fatos possam ser apurados pelas autoridades e os culpados responsabilizados. “Tais procedimentos evitam a impunidade e inibem o crescimento da violência e da criminalidade infanto juvenil”, afirma a psiquiatra.
Leia aqui a cartilha do CNJ.

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