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Turminha acompanhou palestra sobre ciberbullying e segurança na internet

Ação foi realizada no Colégio Presbiteriano Mackenzie, em Brasília

Dênis Brandão, supervisor técnico do Colégio Presbiteriano Mackenzie, iniciou a palestra explicando o que é bullying: situação na qual a pessoa é constantemente excluída, seja por preconceito, ou por alguma decisão da turma. “Ah, ele tem a cabeça branca, ele é negro, ele é chato, é bonito demais, ele é verde, é albino. Vocês vão sempre arrumar um motivo para excluir a pessoa. E toda vez que vocês colocam alguém nessa situação, pode parecer inocente, mas feito sucessivamente por várias pessoas, magoa. E quando falamos em magoar, estamos falando justamente de sentimentos, da pessoa se sentir mal, dela se sentir excluída. Quando uma sequência de pessoas fazem isso com alguém é natural que essa pessoa se sinta magoada. E com o cyberbullying não é diferente. A única diferença é que ele acontece na internet”.

Após falar sobre bullying e cyberbullying, Dênis explicou como a internet funciona: Um grupo de computadores se conecta até um equipamento chamado roteador. Esse roteador entra em contato com outros roteadores, procurando sempre o menor caminho entre você e o site que você está buscando. Ao longo desse caminho, existem servidores que replicam a informação.

O que é isso? Eles copiam a informação do site que você vai acessar. Vamos supor que você vai acessar uma informação lá no facebook. Então, o proxy vai copiar a informação para esse servidor e todas as vezes que você, ou outra pessoa for acessar o facebook, ele terá as informações guardadas.

Por que isso é importante? Ninguém gosta de ficar esperando um site carregar, ninguém acha isso divertido. Então, esses servidores existem com essa intenção, de fazer com que as coisas andem mais rápido. Só que eles têm um lado negativo: replicam toda informação, sem exceção. Por exemplo, você foi lá, acessou o facebook e viu a foto de um colega. Mesmo que esse colega apague essa foto depois, essa foto estará eternamente na internet. Isso porque ela estará distribuída em diversos proxy, em diversos servidores. Então, faço uma afirmação: NÃO EXISTE CONTEÚDO APAGADO NA INTERNET. Você pode apagar do servidor naquele momento, você pode impedir que as pessoas vejam de maneira fácil, mas essa foto sempre poderá ser recuperada. Não só essa foto, mas também um vídeo, um comentário, uma mensagem. Tudo isso, mesmo apagado, está armazenado nos servidores de proxy.

“Qual a ideia que eu quero passar para vocês? As coisas que vocês postam, os comentários que podem ferir alguém, vão ficar eternizados na internet”, afirmou Dênis. Citou como exemplo amigas que passam o fim de semana juntas, tiram uma foto de biquini e postam no facebook para mostrar o quanto o passeio foi legal? “Saibam que essa foto, provavelmente, irá parar em sites de pedofilia. Vocês são menores de idade, são crianças, têm corpo de criança ainda. Alguns menos desenvolvidos, outros mais desenvolvidos. E isso interessa a algumas pessoas de gosto questionável.”

Segundo Dênis explicou, o Brasil não identifica a pedofilia quando não há nudez. “Existem outros países do mundo, nos quais uma simples foto com menos roupa, ou uma pose sensual é considerada pedofilia. Então, o que pode acontecer? Pessoas aqui do Brasil podem pegar esse tipo de imagem e vender para pessoas dos outros países que não têm isso disponível, já que lá é proibido. E se vale dinheiro, tem gente interessada. E não esperem que peçam sua autorização. Isso acontece tanto com fotos de meninas, quanto de meninos".

Amizade e violência

Durante a palestra, Dênis também argumentou que não há justificativa para violência. “Se alguma coisa acontece com você, que o incomoda, que o atrapalha, você tem profissionais na escola que podem lhe ajudar. Reclame, converse com o professor, com a coordenação.”

“Amizade é uma coisa espontânea, mas respeito é obrigação. Todo mundo tem que respeitar. Não é obrigado ser amigo, mas não podemos abrir mão do respeito”, completou Vânia Peralta, orientadora educacional.
 

Leia também: Uso correto da internet: educadoras contam experiência do Colégio Mackenzie

 

 

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