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Prof. Ari conversa com a Turminha sobre abuso e exploração sexual

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Terça-feira, 18 de maio, é o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, e o professor Ari resolveu reunir a Turminha do MPF para conversar sobre o assunto.

Ele começou a conversa contando que o 18 de maio foi escolhido como dia de luta contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes porque nessa data, em 1973, uma garotinha de 8 anos, chamada Araceli, foi espancada, violentada e assassinada na cidade de Vitória, no Espírito Santo.

A morte dela provocou muita revolta na sociedade brasileira, não só pela brutalidade do crime, mas também porque os assassinos nunca foram punidos...

 

icone-malu.gifMalu: Que coisa horrível o que fizeram com ela, professor! E porque os assassinos não foram punidos?

 

icone-ari.gifProf. Ari: Porque eram dois rapazes de famílias muito ricas e influentes, e depois de manipular muitas pessoas conseguiram atrapalhar as investigações da polícia e impedir a punição pela Justiça. Infelizmente isso ainda acontece em nosso país. Para evitar que outras crianças e adolescentes sejam vítimas desse tipo de violência, e que seus agressores fiquem impunes, é importante denunciar os casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes.

 


Onde denunciar

 

icone-rafinha.gif Rafinha: E quem souber de algum caso, onde deve denunciar?

 

icone-ari.gifProf. Ari – Há várias possibilidades: o Conselho Tutelar da sua cidade, as delegacias especializadas ou delegacias comuns, o disque denúncia local ou o nacional (Disque 100), a Polícia Militar, a Polícia Federal ou a Polícia Rodoviária.

 


Abuso Sexual

 

icone-malu.gif Malu: Professor Ari, outro dia uma amiga minha da escola estava chorando muito porque o padrasto entrou no quarto dela à noite e começou a fazer “carinho” nela de um jeito muito esquisito. A mãe dela acordou e ele saiu correndo do quarto. Mentiu dizendo que só tinha ido cobrir a minha amiga com o lençol. Ela ficou com tanto medo dele que nem queria mais voltar para casa. Será que eu devo contar isso para a mãe dela?

 

icone-ari.gifProf. Ari: Não conte para a mãe dela, Malu, pois, infelizmente, quando a criança é abusada sexualmente por uma pessoa da própria família, como nesse caso, pode acontecer de a mãe não ter força para reagir contra o marido. É melhor você falar com a sua professora e ela pedir à diretora da escola para fazer a denúncia ao Conselho Tutelar.

 


Exploração sexual

 

icone-vozita.gifVó Zita: O professor tem razão. Às vezes pessoas da família até contribuem para a exploração sexual do adolescente. Outro dia uma amiga minha viu a sobrinha da sua vizinha, de apenas 13 anos, entrando em um hotel com um homem. Ela ligou para a vizinha e contou o que viu, mas logo depois percebeu que tinha feito a denúncia para a pessoa errada, pois começou a receber telefonemas anônimos com ameaças de morte.

 

 

icone-alex.gif Alex: Você quer dizer então, vó Zita, que foi a tia que mandou a sobrinha ir para o hotel com aquele homem?

 

 

icone-vozita.gif Vó Zita: Foi isso mesmo, Alex. A tia estava explorando sexualmente a sobrinha adolescente, ou seja, cobrava dinheiro dos homens que faziam sexo com a garota. Quando percebeu que a vizinha poderia denunciá-la para a polícia, começou a ameaçá-la.



icone-alex.gif Alex: Caraca!!!



Pedofilia

 

icone-ari.gifProf. Ari: É muito importante também que vocês recusem presentes ou dinheiro de pessoas estranhas, pois um adulto mal intencionado pode tentar seduzir crianças e jovens dessa forma. Isso vale também para relacionamentos na internet.

 

 

icone-rod.gif Rod: Agora que o senhor falou disso, professor, eu me lembrei dos seis meninos de Luziânia que foram assassinados.

 


icone-sol.gifSol: Que meninos são esses Rod?
 

icone-rod.gif Rod: Eles moravam em Luziânia, perto de Brasília, e estavam desaparecidos há três meses, quando a polícia descobriu que tinham sido assassinados por um pedófilo.

 

icone-munani.gifMunani: O que é pedófilo, Rod?

 

icone-rod.gif Rod:  É um adulto que sente desejo sexual por crianças e adolescentes. Dez dias depois de sair da prisão, onde cumpria pena por ter abusado sexualmente de outros meninos, esse pedófilo cometeu o primeiro crime. Ele era pedreiro e atraiu os seis meninos oferecendo de R$ 10,00 a R$ 50,00 para  cada um deles o ajudar em algum serviço. Por terem acreditado nele, todos os meninos foram estuprados (forçados à prática sexual por meio de violência ou grave ameaça) e depois assassinados. O pedreiro acabou confessando os crimes e mostrando à polícia onde estavam os corpos dos adolescentes.

 

icone-maressa.gif 
Maressa: Que horror! Como pode ter gente tão má! É preciso mesmo ter cuidado e não aceitar dinheiro nem presentes de estranhos.

 

icone-ari.gif Prof. Ari: Eu sei que as histórias de Araceli e dos meninos de Luziânia deixaram vocês tristes, mas uma das coisas que aprendemos à medida que crescemos é que existe muita maldade no mundo e que nem todas as pessoas são amigas e confiáveis. Alguém pode parecer muito gentil e enganar tão bem com sua aparência que a criança, na sua ingenuidade, não desconfia que por traz da gentileza existe a intenção de abusar sexualmente dela. Por isso, é melhor desconfiar para não ser vítima desse tipo de pessoas.

 

Para saber mais sobre esse assunto acesse os links abaixo:

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